Breve comparativo entre os sacrifícios do Antigo Testamento e Cristo
- universalheresias
- 16 de ago. de 2024
- 13 min de leitura
Atualizado: 23 de dez. de 2024
Este artigo faz parte de um conjunto de exposições em ordem lógica:
Sacrifícios no Antigo Testamento: breve resumo histórico e classificação
Sacrifícios como sombra de Cristo: principais argumentos da Carta aos Hebreus
Breve comparativo entre os sacrifícios do Antigo Testamento e Cristo
Obsolescência dos sacrifícios pela perpetuidade do sacrifício de Cristo
Anteriormente, expôs-se que os sacrifícios do Antigo Testamento eram como uma sombra do que viria a ser o sacrifício de Cristo. Agora, faremos um comparativo apresentando as semelhanças e conexões entre ambos.
A primeira e mais imediata referência, obviamente, é acerca do caráter expiador do sacrifício do Senhor Jesus. Muitas passagens bíblicas tratam sobre isso. É o ponto central da doutrina apostólica. A diferença é que, em Cristo, a abrangência dessa expiação é muito maior. Não somente se cobre o pecado temporariamente, mas este é expurgado definitivamente.
Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. (Rm 3.25)
[...] Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos [...]. (Hb 9.28)
[...] o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1Jo 1.7)
Assim, podemos encontrar nessas e em outras passagens bíblicas o principal paralelo. Por meio do sacrifício de Cristo, podemos ter nossa nudez, nossa vergonha que havia sido exposta pelo pecado, coberta, a exemplo de Adão e Eva, que foram vestidos com a pele do animal morto (Gn 3.21). Por meio dele, também podemos ser justificados diante de Deus, assim como Abel (Gn 4.4; Hb 11.4), pois o sacrifício perfeito de Cristo foi aceitável ao Altíssimo.
Além disso, da mesma forma como o holocausto que Noé apresentou subiu como aroma agradável ao Senhor e aplacou a Sua ira contra a humanidade (Gn 8.20-22), Cristo também se entregou ao Pai por nós como sacrifício de aroma agradável. Sofrendo o Filho, puro e inocente, a condenação que cabia a nós, vis pecadores, a justa ira divina foi satisfeita nEle, razão pela qual foi do agrado do Pai o sofrimento de Cristo na cruz do Calvário, satisfazendo a justiça e trazendo a possibilidade de perdão dos nossos pecados.
Contudo, foi da vontade do SENHOR esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e embora o SENHOR tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa [...]. (Is 53.10)
Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. (Ef 5.2)
Semelhantemente à finalidade dos sacrifícios apresentados por Abraão (Gn 12.8) e Isaque (Gn 26.25), qual seja, de invocar o nome do Senhor, Jesus Cristo é o autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem, de modo que quem invocar o Seu nome alcançará essa dádiva que Ele conquistou por Seu sacrifício na cruz.
Este Jesus é ‘‘a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular’’. Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos. (At 4.11-12)
Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação [...] porque ‘‘todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo’’. (Rm 10.9-10,13)
À semelhança do sangue que atestou a aliança de Abraão com o Senhor (Gn 15.8-21), bem como a Antiga Aliança de Moisés, representando todo o Israel (Ex 24.8), o sangue de Cristo atesta a Nova Aliança, não mais da Lei, mas do Espírito (2Co 3.6).
Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados. (Mt 26.28)
Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança. No caso de um testamento, é necessário que se comprove a morte daquele que o fez; pois um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que nunca vigora enquanto está vivo quem o fez. (Hb 9.15-17)
Do mesmo modo como Deus pôs Abraão a prova, requisitando que esse pai entregasse seu único filho (Ismael não foi considerado por não ser o filho da promessa), a quem ele amava, em holocausto (Gn 22.2), Ele próprio já havia oferecido o Seu único Filho em favor da humanidade antes mesmo da criação do mundo.
Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. (Jo 3.16-18)
Assim como Isaque, o filho de Abraão, carregou nos ombros a lenha que serviria para acender o fogo da sua própria morte como holocausto (Gn 22.6), o Filho de Deus carregou sobre Seus ombros o madeiro em que seria crucificado.
Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira (que em aramaico é chamado Gólgota). (Jo 19.17)
Assim como Deus proveu um carneiro para substituir Isaque no sacrifício requerido de Abraão, Ele providenciou a crucificação do Seu Filho para substituir-nos na condenação de morte que nos era devida.
Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro, foi levado para o matadouro; e, como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. (Is 53.7)
No dia seguinte, João viu Jesus aproximando-se e disse: ‘‘Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!’’ (Jo 1.29)
Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. (Rm 5.8)
Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar [...]. (Gl 3.13)
Da mesma forma como Jacó, ao temer por sua vida, fez um voto com o Senhor de que Ele seria o seu Deus (Gn 28.20-22), tendo o agora Israel confirmado sua aliança erigindo um altar em Siquém cujo nome era “Deus, o Deus de Israel” (Gn 33.20), por meio do sacrifício de Cristo nossos temores de morte cessam e somos reconhecidos como filhos de Deus e podemos descansar na certeza de que Ele é verdadeiramente Deus, o NOSSO Deus.
Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade do homem, mas nasceram de Deus. (Jo 1.12-13)
[...] porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os torna filhos por adoção, por meio do qual clamamos: ‘‘Aba, Pai’’. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória. (Rm 8.14-17)
Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. [...] E se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa. [...] Mas quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: ‘‘Aba, Pai’’. Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro. (Gl 3.26-27, 29; 4.4-7)
Farei do vencedor uma coluna no santuário do meu Deus, e dali jamais sairá. Escreverei nele o nome do meu Deus; e também escreverei nele o meu novo nome. (Ap 3.12)
Então olhei, e diante de mim estava o Cordeiro, em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil que traziam escritos na testa o nome dele e o nome de seu Pai. (Ap 14.1)
Semelhantemente a Jacó, que reconheceu a presença do Senhor em Betel, afirmando que aquele lugar era a casa de Deus (Gn 28.17), tendo posteriormente levantado um altar naquele lugar em razão disso (Gn 35-7); e assim como Deus anunciou ao povo recém-liberto do Egito que nos altares que eles levantassem para celebrar o Seu nome Ele viria a eles e os abençoaria (Ex 20.24); e, ainda, da mesma forma como o povo se dirigia à Tenda do Encontro/Tabernáculo/Templo em reconhecimento à presença do Senhor naquele lugar (Ex 40.34); hoje, por meio do sacrifício de Cristo, nós mesmos passamos a ser a casa de Deus, habitados por Seu Espírito, e nosso coração é o altar em que oferecemos nossa vida diante da presença do Altíssimo.
Respondeu Jesus: ‘‘Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele.’’ (Jo 14.23)
Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? [...] Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de vocês mesmos? (1Co 3.16; 6.19)
Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: ‘‘Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo’’. (2Co 6.16)
Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito. (Ef 2.19-22)
Jesus foi considerado digno de maior glória do que Moisés, da mesma forma que o construtor de uma casa tem mais honra do que a própria casa. Pois toda casa é construída por alguém, mas Deus é o edificador de tudo. Moisés foi fiel como servo em toda a casa de Deus, dando testemunho do que haveria de ser dito no futuro, mas Cristo é fiel como Filho sobre a casa de Deus; e essa casa somos nós, se é que nos apegamos firmemente à confiança e à esperança da qual nos gloriamos. (Hb 3.3-6)
Do mesmo modo que os filhos de Israel foram poupados do juízo de morte que Deus enviou à terra do Egito devido à desobediência de faraó por meio do sinal do sangue do cordeiro pascal nas portas das suas casas, nós, os que cremos em Cristo, somos salvos da condenação de morte decorrente dos nossos próprios pecados por meio do sinal do Seu sangue, o sangue da Nova Aliança. Além de todas as citações já realizadas acerca de Cristo como Cordeiro expiador, temos ainda:
Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda, por meio dele, seremos salvos da ira de Deus! (Rm 5.9)
Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebramos a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade. (1Co 5.7-8)
Assim como era necessário haver sacrifício de sangue, purificação com água e unção para a dedicação dos sacerdotes (Ex 29), Cristo Se ofereceu a Si mesmo, uma única vez, como sacrifício, tendo sido batizado nas águas e ungido com o Espírito Santo e, assim, se tornando nosso Sumo Sacerdote, constituindo-nos, posteriormente, um reino de sacerdotes:
Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento, o céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus disse: ‘‘Este é o meu Filho amado, de quem me agrado’’. (Mt 3.16-17; cf.: Mc 1.9-11; Lc 3.21-22; Jo 1.32-34)
Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação. Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Lugar Santíssimo, de uma vez por todas, e obteve eterna redenção. [...] Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos céus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; não, porém, para se oferecer repetidas vezes, à semelhança do sumo sacerdote que entra no Lugar Santíssimo todos os anos, com sangue alheio. Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo. [...] Dia após dia, todo sacerdote apresenta-se e exerce os seus deveres religiosos; repetidamente oferece os mesmos sacrifícios, que nunca podem remover os pecados. Mas, quando esse sacerdote [Jesus] acabou de oferecer, para sempre um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus. Daí em diante, ele está esperando até que os seus inimigos sejam como estrado dos seus pés; porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados. (Hb 9.11-12,24-26; 10.11-13)
Da mesma forma como, para simbolizar louvor, consagração e total devoção ao Eterno, oferecia-se voluntariamente em holocausto (Lv 1), dentre o rebanho, um macho sem defeito, o qual deveria ser completamente queimado sobre o altar, subindo ao Senhor como aroma agradável, Cristo Se ofereceu completamente, até a última gota de sangue, e isso de forma voluntária e como sacrifício de aroma agradável ao Pai.
Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai. (Jo 10.17-18)
Em vez disso, um dos soldados perfurou o lado de Jesus com uma lança, e logo saiu sangue e água. (Jo 19.34)
Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. (Ef 5.2)
De modo semelhante ao sacrifício pacífico, que representava a comunhão entre o povo, o mediador (sacerdote) e o Altíssimo, Cristo, por seu sacrifício, estabeleceu a paz e nos reconciliou tanto para com Deus quanto para com o nosso próximo.
Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glórias que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste. Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo. (Jo 17.20-23)
Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida! Não apenas isso, mas também nos gloriamos em Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, mediante quem recebemos agora a reconciliação. (Rm 5.10-11)
Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus. (2Co 5.18-20)
Portanto, lembrem-se de que anteriormente vocês eram gentios por nascimento e chamados incircuncisão pelos que se chamam circuncisão, feita no corpo por mãos humanas, e que, naquela época, vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois ele é a nossa paz, a qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade, anulando em seu corpo a Lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto, pois por meio dele tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só Espírito. Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus [...]. (Ef 2.11-19)
Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação [...]. (Cl 1.19-22)
No que se refere aos sacrifícios pelos pecados, bem como as ofertas pela culpa, a comparação é muito evidente e se dilui em todas as citações já apresentadas. Seria redundante citá-las novamente.
Por fim, cumpre-nos apenas fazer uma última citação, pois, assim como, no Dia da Expiação, o animal morto era queimado fora do acampamento, representando a exclusão do pecado do meio do povo de Deus, Cristo também foi crucificado e morto fora de Jerusalém.
Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira (que em aramaico é chamado Gólgota). Ali o crucificaram, e com ele dois outros, um de cada lado de Jesus. Pilatos mandou preparar uma placa e pregá-la na cruz, com a seguinte inscrição: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Muitos dos judeus leram a placa, pois o lugar em que Jesus foi crucificado ficava próximo da cidade, e a placa estava escrita em aramaico, latim e grego. (Jo 19.17-20)
O sumo sacerdote leva sangue de animais até o Lugar Santíssimo como oferta pelo pecado, mas os corpos dos animais são queimados fora do acampamento. Assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade, para santificar o povo por meio do seu próprio sangue. (Hb 13.11-12)
Este foi um raso e breve comparativo entre os sacrifícios praticados pelos patriarcas, bem como os principais prescritos na Lei, e o sacrifício perpétuo de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Muito mais poderia ter sido dito. Há tantos detalhes e tanta profundidade na obra redentora do Messias. Mas, tendo o objetivo de ser o mais sucinto possível, preferi deixar que a Palavra falasse por si mesma aos corações dos leitores que ainda não tinham a noção do real significado da Nova Aliança, em comparação com a Antiga.
Nota: transcrições bíblicas extraídas da Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional ®, NVI ® Copyright © 1993, 2000, 2011 by Biblica, Inc., exceto aquelas cujas descrições indiquem versão diversa.




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